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Problema original: Como é possível que as prisões existam? Este foi o problema original que a teoria dos estados de espírito procurou responder. Os presos tornam-se criminosos nas prisões (Universidade do crime), os povos viciam-se no crime (veja-se o carácter obsessivo e hipnótico da arte em torno do crime e o papel do crime na animação da comunicação social) e não se imaginam seguros de si próprios sem prisões (instituições sacrificiais e expiatórias) apesar dos evidentes aproveitamentos policiais e políticos que dominam as prisões e, por essa via, a justiça.
As prisões são, ao mesmo tempo, eventuais escolas de luta
onde a esperança prova ser imbatível, mesmo no inferno. São um exemplo
de segredo social, de mecanismos de auto-censura social, eventualmente
intencional mas mais frequentemente automática (ideológica). Por isso,
em caso de rupturas sociais, é nas prisões onde elas mais se
sentem, quando o inominável passa a poder ser verbalizado e entendido,
isto é efectivamente comunicado. Ler Revault d´Allonnes "Homme fait
l´homme":57 |
“A human being is spirit. But what is spirit? Spirit is the self. But what is the self? The self is a relation that relates itself to itself or is the relation’s relating itself to itself. A human being is a synthesis of the infinite and finite, of the temporal and the eternal, of freedom and necessity, in short, a synthesis. A synthesis is a relation between two. Considered in this way, a human being is still not a self.” Kierkegaard (1849/1980) Sickness unto Death: A Christian Psychological Exposition for Edification and Awakening, Princeton, Princeton University Press: 13). “To suggest that humans could behave like atoms was looked upon as a blasphemy to both hard science and human complexity, a total nonsense, something to be condemned. And it has been indeed condemned during the last fifteen years.” (2004) Serge Galam, founder of sociophysics
"nos finais do século XVII o nível de rendimento dos países (...) era idêntico (...) segundo os cálculos de Paul Bairoch (...) [valia] entre US$180 e US$190 per capita. (...) em 1980 seriam de US$3000 [para os países desenvolvidos] e US$410 [para os países sub desenvolvidos]. (...) A diferença do nível de rendimento era de 3 para 1 em 1820, tendo-se atingido a relação de 11 para 1 em 1913, a relação 50 para de 1 em 1950 e de 72 para 1 em 1992. Um em cada cinco habitantes do planeta vive hoje com menos de um dolar por dia (...) e o valor dos activos das 200 famílias mais ricas do mundo ultrapassa o rendimento de 41% da população mundial." Depois de mencionar Quioto, a água, a luta contra as epidemias ("30 mil mortos por dia para um lucro de cerca de 20 milhões de euros por dia") o autor refere que "o liberalismo económico exigiu muitas vezes que fosse sufocado o liberalismo político" enquanto o desenvolvimento é "´um processo de expansão das liberdades reais (...) tanto principal fim como principal meio do desenvolvimento´", citando Amartya Sen. "´Como é que o direito e a ordem podem ser mais fortes do que o ser ou o não ser?´" citando e sublinhando Dahrendorf. "Porque o Estado existe para ´punir, pelo magistério dos magistrados, o pequeno número de pessoas que atentam contra a propriedade de outrem´ para garantir a propriedade ´pela justiça distributiva e poder político e militar´ (...) É preciso rejeitar a lógica neo-liberal, que deixa de fora da análise económica e social da realidade o poder (...) temos de ter a coragem de evitar (...) a censura totalitária do pensamento único (...)" em Avelãs Nunes (2003) Neo-liberalismo e Direitos Humanos, Caminho:79 e 80, 88, 101, 106, 116, 120, 121 e 122. |
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Observatório Europeu contra a Xenofobia sediado em Viena de Aústria.
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