Sociologia da Violência

 




1º semestre

Globalização, Justiça Social e Direitos Humanos

Sociologia da Instabilidade

2º semestre

Sociologia da Violência


English students must read Violence in society and

use the left column links, on "Eng"

 

course work is:

 

a) previous reading of previewed class texts

 

b) each student must choose immediately his/her empirical case of violence and start studying it sociologically. Course evaluation is about the final report of the study.

February, 20th - case title delivery

March, 6th - written description of violence case (minimum 3500 characters) delivery

March 20th - written description delivery of the description of violent and contra violent actions chains involved in the case (minimum 7000 characters) - zoom out and zoom in the case (structure and psychological effects). Use "reduction to the body" definition of violence and avoid moralism.

April 9th - methodological plan delivery (minimum 2000 characters)

May  21rst - final report delivery (25.000-70.000 characters): complete sociological analysis of violence involved in the case study, framed by social values in use.

 


O trabalho incluirá

leitura de texto base: Violência em sociedade

a) leitura prévia dos textos escalados para cada aula

 

b) a análise sociólogica de um caso de violência da responsabilidade de cada estudante, que a apresentará no relatório final

 

Dia 19 de Fevereiro - inscrever o título do caso a estudar

 

Dia 5 de Março - descrição escrita (mínimo 3500 caracteres) do caso de violência

 

Dia 19 de Março - descrição escrita (mínimo 7000 caracteres) dos principais fluxos de violência e de contra violência presentes no caso em estudo - fazer mentalmente e descrever zoom out e zoom in (efeitos de estrutura e efeitos psicológicos). Usar a definição de violência como "redução ao corpo". Evitar juízos morais.

 

Dia 9 de Abril - entrega de plano metodológico (mínimo 2000 caracteres)

 

Até 21 de Maio entrega do trabalho individual final (entre 25.000 e 70.000 caracteres): com uma análise sociológica completa da violência envolvida no caso estudado, no quadro dos valores sociais em presença.


Sistema universal de poder - os donos do mundo

Vivemos um tempo de profundas transformações sociais cujos contornos são difíceis de compreender e mais ainda de antecipar, em que a violência terá necessariamente um papel a desempenhar. O Conselho da Europa e a ONU reconhecem que os direitos humanos não estão a ser respeitados em Portugal.

A felicidade é um sentimento complexo que não pode ser garantido pela civilização. A civilização, ela própria não está assegurada de se salvar do colapso. Mesmo quando há razões aparentes para que se faça justiça.

A guerra actual é uma violência, directamente física para um dos lados, psicológica para o outro, simbólica e ambiental também. Mas há ainda a violência incorporada, literalmente ingerida, através da alimentação e da sexualidade forçadas.

A luta actual na Europa é da irreverência contra a brutalidade mobilizada pelos poderes dominantes decadentes, como já ocorreu na Europa na primeira metade do século XX.

As limitações da vida democrática, organizada pelos poderes especulativos (1:20´) (partidos, media e sistema financeiro) no seio de uma moral social instável, deve ser questionada.

Mas também o quotidiano que torna segredo a violência contra as mulheres e contra idosos. Infanticídios selectivos de meninas na China e na Índia, exploração sexual de crianças ilegítimas no ocidente. E também a política de protecção das vítimas de violência doméstica. Em particular as crianças abusadas sexualmente. Como a própria exploração da condição de saúde, através da gestão alimentar, dos cuidados médicos e da vida no seu conjunto.

“(…).parece daquelas coisas impessoais que só acontecem aos outros, ou que alguém publica só para chatear....” escreveu um pai de boas famílias a quem a filha foi espancada pela polícia . “Luis Goucha achou relevante levar este tema para o ar (…) os traumas [são] bem mais difíceis de curar do que as (muitas) nódoas negras”, completa.

“Amigo, voltem logo a morar em nossa cidade aqui no Brasil, pois aqui todos gostam da sua família e com certeza sua menina vai ficar mais feliz.” – reclama alguém do outro lado do Atlântico, chocado com tamanha violência. Brasil cuja realidade é dramática.

A comunicação social tem uma forma particular de pensar a violência. Por exemplo a respeito da manifestação de 15 de Setembro de 2012.

De facto, os problemas sul-americanos dos condomínios fechados e da insegurança gerada politicamente tornam-se problemas europeus: “semana de violência policial alarma Grande Lisboa” publica o Bloco de Esquerda “só para chatear”.
A polícia, por seu lado, anuncia estar a investigar as relações internacionais dos bombistas que encontrou entre os anarcas, cujo problema "não é quando estão isolados, mas sim quando se juntam".
Será a isso que o governo chama “tolerância zero” ao 25 de Abril?

Será a violência resultado sobretudo de lutas entre classes? de lutas étnicas? ou de práticas institucionalizadas? ou da exploração?

A violência revelou uma faceta escondida quando rebentou o caso Casa Pia. O tabu do abuso de crianças tornou-se uma dura revelação: as maiores violências são perpetradas no seio das famílias, contra mulheres e crianças, e no quadro de serviços de apoio social e religioso, a quem crianças, jovens e idosos são entregues.

As próprias escolas são lugar de extrema violência. E lugares de expressão de violências mais amplas e profundas.

Por razões quotidianas e por razões estruturais da maior actualidade, a violência tem-se vindo a tornar um objecto não identificado que a sociologia tem interesse e capacidade para localizar e estudar, para benefício da nossa capacidade colectiva de a canalizar para fins construtivos.

A violência não é apenas um instrumento conflitual: é também a energia social que dá forma a uma sociedade. Por isso tantas vezes se faz a guerra para assegurar a paz – ainda que entre o que se diz e faz haja uma diferença assinalável.

A sociologia da violência tratará de apresentar e discutir o que se sabe e não se sabe sobre alguns destes assuntos, a partir da exploração de plataformas globais de participação com estudantes de todo o mundo, para que se saiba como a violência nas Américas e noutras partes do mundo é a mesma e é diferente daquela que se vive na Europa e em Portugal.


 

Tarefas


Cada estudante escolhe um caso de violência para análise sociológica.

Plano de acção

texto base:

Violência em sociedade (2014)


e?