Sociologia da Violência

 




1º semestre

Globalização, Justiça Social e Direitos Humanos

Sociologia da Instabilidade

2º semestre

Sociologia da Violência


English readers start to read Violence in society and

look on the left, where you find (Eng) symbol


Sistema universal de poder - os donos do mundo

Vivemos um tempo de profundas transformações sociais cujos contornos são difíceis de compreender e mais ainda de antecipar, em que a violência terá necessariamente um papel a desempenhar. O Conselho da Europa e a ONU reconhecem que os direitos humanos não estão a ser respeitados em Portugal.

A felicidade é um sentimento complexo que não pode ser garantido pela civilização. A civilização, ela própria não está assegurada de se salvar do colapso. Mesmo quando há razões aparentes para que se faça justiça.

A guerra actual é uma violência, directamente física para um dos lados, psicológica para o outro, simbólica e ambiental também. Mas há ainda a violência incorporada, literalmente ingerida, através da alimentação e da sexualidade forçadas.

A luta actual na Europa é da irreverência contra a brutalidade mobilizada pelos poderes dominantes decadentes, como já ocorreu na Europa na primeira metade do século XX.

As limitações da vida democrática, organizada pelos poderes especulativos (1:20´) (partidos, media e sistema financeiro) no seio de uma moral social instável, deve ser questionada.

Mas também o quotidiano que torna segredo a violência contra as mulheres e contra idosos. Infanticídios selectivos de meninas na China e na Índia, exploração sexual de crianças ilegítimas no ocidente. E também a política de protecção das vítimas de violência doméstica. Em particular as crianças abusadas sexualmente. Como a própria exploração da condição de saúde, através da gestão alimentar, dos cuidados médicos e da vida no seu conjunto.

“(…).parece daquelas coisas impessoais que só acontecem aos outros, ou que alguém publica só para chatear....” escreveu um pai de boas famílias a quem a filha foi espancada pela polícia . “Luis Goucha achou relevante levar este tema para o ar (…) os traumas [são] bem mais difíceis de curar do que as (muitas) nódoas negras”, completa.

“Amigo, voltem logo a morar em nossa cidade aqui no Brasil, pois aqui todos gostam da sua família e com certeza sua menina vai ficar mais feliz.” – reclama alguém do outro lado do Atlântico, chocado com tamanha violência. Brasil cuja realidade é dramática.

A comunicação social tem uma forma particular de pensar a violência. Por exemplo a respeito da manifestação de 15 de Setembro de 2012.

De facto, os problemas sul-americanos dos condomínios fechados e da insegurança gerada politicamente tornam-se problemas europeus: “semana de violência policial alarma Grande Lisboa” publica o Bloco de Esquerda “só para chatear”.
A polícia, por seu lado, anuncia estar a investigar as relações internacionais dos bombistas que encontrou entre os anarcas, cujo problema "não é quando estão isolados, mas sim quando se juntam".
Será a isso que o governo chama “tolerância zero” ao 25 de Abril?

Será a violência resultado sobretudo de lutas entre classes? de lutas étnicas? ou de práticas institucionalizadas? ou da exploração?

A violência revelou uma faceta escondida quando rebentou o caso Casa Pia. O tabu do abuso de crianças tornou-se uma dura revelação: as maiores violências são perpetradas no seio das famílias, contra mulheres e crianças, e no quadro de serviços de apoio social e religioso, a quem crianças, jovens e idosos são entregues.

As próprias escolas são lugar de extrema violência. E lugares de expressão de violências mais amplas e profundas.

Por razões quotidianas e por razões estruturais da maior actualidade, a violência tem-se vindo a tornar um objecto não identificado que a sociologia tem interesse e capacidade para localizar e estudar, para benefício da nossa capacidade colectiva de a canalizar para fins construtivos.

A violência não é apenas um instrumento conflitual: é também a energia social que dá forma a uma sociedade. Por isso tantas vezes se faz a guerra para assegurar a paz – ainda que entre o que se diz e faz haja uma diferença assinalável.

A sociologia da violência tratará de apresentar e discutir o que se sabe e não se sabe sobre alguns destes assuntos, a partir da exploração de plataformas globais de participação com estudantes de todo o mundo, para que se saiba como a violência nas Américas e noutras partes do mundo é a mesma e é diferente daquela que se vive na Europa e em Portugal.


 

Tarefas


O trabalho será o de analisar sociologicamente o uso de palavrões, como violência simbólica.

Plano de acção

texto base:

Violência em sociedade (2014)


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